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sábado, 15 de janeiro de 2011

A vida não me assusta


É... a vida não me assusta.
As pessoas, de vez em quando, sim.
.
E é preciso ter coragem para não se acostumar.
Porque o que eu quero da vida é o encanto. É o encontro.
E quero-a inteira.
Que venha com seus caminhos tortos porque já sei aprender nas espirais.
.
Afinal, viver tem sido sempre assim, quando dou sinal dos meus desgastes, vejo a vida nascer de novo, feito flor que transforma o olhar.
Não tenho certeza alguma...
Mas trago comigo um punhado de coragens prá usar.
Sem regras... hoje só garanto o acaso !
.
Cansei de jogar para perder.
É que acordei com uma vontade louca de começar a ganhar !

Por Solange Maia
Publicado no blog eucaliptos na janela (recomendo)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Pausa para reflexão

Foto: Sandra Paiva

Estou cansada...

Aprendi que as coisas têm tempo certo para acontecer.
E que o mais prudente é esperar.
Então espero.
Mesmo com uma inconfessável pressa do lado de dentro.
Mesmo com vontade de estender as mãos e trazer o amanhã para bem perto.
.
É que estou cansada dessa coisa toda,
e quando penso no que a gente pode viver,
abasteço-me de sonhos,
e aí já não me basta mais essa espera.
.
Ando com tanta vontade de ser feliz...

(Solange Maia)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Para o coração

Solange Maia é uma dessas ecritoras que escrevem com a alma. Suas mensagens tocam tão fundo a ponto de acreditarmos que o que foi escrito tem o endereço certo:  nosso coração.
Hoje em seu blog, o "Eucaliptos na janela" encontrei a linda mensagem:


Talvez fosse pra ela...

"A menina correu para baixo da marquise. A chuva caia torrencialmente lá fora. Ela tinha saído para caminhar, e agora, enquanto esperava a chuva passar, percebeu na vidraça embaçada do outro lado da rua o desenho de um coração surgindo, desses desenhados pelos apaixonados que vagam na noite. Dentro dele um nome que ela não conseguia decifrar. O outro lado da rua parecia longe demais...
.
Mas ela cansou de esperar, saiu na chuva, atravessou a rua.
Fez isso porque tudo o que queria era caber naquele coração desenhado as pressas, tímido até, mas que atravessara a noite intacto.
Ela queria um coração assim, que durasse até a manhã seguinte...
E queria ler aquele nome.
Talvez fosse o dela.
Talvez.
.
Ficou insegura.
É porque nunca lhe disseram que somos bem menores do que aquilo que sentimos."
                                                                                                                                    (Solange Maia)